quinta-feira, 27 de agosto de 2009

CORREÇÕES DAS REDAÇÕES

Como já exposto, o município de Igrejinha se antecipou, encomendando as avaliações diagnósticas de uma IES. As provas foram aplicadas e avaliadas. As questões objetivas foram apuradas através de uma grade de correções, mas, como se sabe, as provas de redação não são de avaliação tão rápida assim.
Entendendo que o trabalho do professor deve ser reconhecido também financeiramente, a SME ofereceu pagamento de oito horas-extras, cumpridas nas respectivas escolas, para que os professores realizassem as avaliações com tempo mais adequado.

JORNADA PEDAGÓGICA



Antes de entrar em recesso, nos dias 23 e 24 de julho, os professores de Igrejinha participaram (ou participamos) da XVI Jornada Municipal de Estudos, com o tema Educar e Ensinar (II): Qual o papel da escola?. A conferência de abertura foi proferida pela profª. Kátia Cristina Stocco Smole, doutora pela USP e coordenadora do Mathema.
Em seguida, vieram as palestras temáticas de Cláudia Werneck, jornalista e superintendente da ONG Escola de Gente, que falou sobre o tema Sociedade Inclusiva: Quem cabe no seu Todos?. E José Outeiral, médico, psiquiatra e psicanalista, que trouxe o tema Infância e Adolescência: Criatividade, Limites e a Escola.
O segundo dia iniciou com a mesa temática Desafio das Relações Escolas: prevenção e mediação de conflitos, que contou com Ana Maria Falcão de Aragão Sadalla, pesquisadora da UNICAMP e pós-doutora pela Universidade de Aveiros – Portugal; Dorival Adair Fleck, membro do Conselho Estadual de Educação CEED; e Julio Walz, psicólogo e Pós-Doutor em Medicina (UFRGS).
A Conferência de Encerramento ficou a cargo de Lino de Macedo, livre-docente da USP, que falou sobre o tema Como Construir uma escola para Todos?

ANÁLISE DAS PROVAS DIAGNÓSTICAS

Na 7ª oficina, no dia 22 de julho, foi feita uma análise, questão por questão, das provas diagnósticas. Discutimos o que as provas podiam mostrar a fim de diagnosticar o que nossos alunos sabem e o que eles precisam saber.
Entendemos que os objetivos dessa avaliação eram desenvolver a consciência sobre as dificuldades e as fortalezas dos alunos, bem como capacitar-nos para reorientar nossa prática no que for necessário.
Para auxiliar aos cursistas, preparei as planilhas abaixo, em que constam algumas orientações básicas.

Planilha de acompanhamento da prova diagnóstica
6º e 7º anos
Planilha de acompanhamento da prova diagnóstica
8º e 9º anos

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO E BLOGS

No dia 08 de julho, fizemos a 6ª oficina do Programa Gestar II, desta vez, pela manhã, na EMEF Vila Nova, e pela tarde, na EMEF Osvaldo Cruz. Essa mudança de lugar (as reuniões normalmente são no Parque da Oktoberfest) se deve ao especial objetivo desta oficina: concretizar a construção dos blogs individuais dos cursistas. Por isso, precisamos dos Laboratórios de Informática dessas escolas.

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Antes de começarmos a atividade com os blogs, porém, estudamos os critérios de avaliação das provas diagnósticas de redação que seriam aplicadas no município. São duas planilhas diferentes: uma para 6º e 7º Anos e outra para 8º e 9º Anos.
Abaixo estão as propostas e as respectivas planilhas de critérios da avaliação.

PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL

Você acabou de ler uma história em quadrinhos que contou um fato vivido por Chico Bento. Agora, conte o que aconteceu com Chico Bento, as galinhas e sua mãe em forma de texto narrativo. Não se esqueça de criar um narrador e de criar diálogos entre os personagens! Também não se esqueça do modo típico de Chico Bento e sua mãe falarem.
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Quanto ao conteúdo
Bom
Suficiente
Insuficiente
a) atendeu à proposta da criação de um texto narrativo?
b) mencionou todos os fatos apresentados nos quadrinhos?
c) mencionou o local onde se passa a história?
d) citou todos os personagens envolvidos?
e) criou um narrador?
f) criou diálogos?
g) observou o dialeto “caipira” na fala dos personagens?
Quanto à revisão linguística
a) atendeu às normas ortográficas na fala do narrador?
b) pontuou corretamente o texto?
c) organizou-o em parágrafos?
d) tendeu a normas gramaticais como concordância e regência na fala do narrador?
e) utilizou recursos de coesão, tais como articuladores, pronominalizações, substituição vocabular e elipses?
Quanto à apresentação
a) deu um título adequado à história?
b) apresentou uma letra legível?
c) organizou seu texto observando o espaço destinado na folha dada?

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PROPOSTA DE PRODUÇÃO TEXTUAL

Você deverá agora redigir um texto escolhendo uma das duas propostas apresentadas abaixo. Antes de iniciar a escrita, porém, observe alguns aspectos importantes, como para quem você irá escrever, ou seja, quem será (ou serão) o(s) leitor(es) do seu texto, qual o tipo de linguagem que esse destinatário requer, que argumentos vai selecionar para convencê-lo da veracidade das suas afirmações. Não esqueça também de fazer a revisão do seu texto, relendo-o e, se necessário, corrigindo a ortografia, a pontuação, a organização das ideias, a seleção do vocabulário, para só então passá-lo a limpo. Mãos à obra e bom trabalho!
1ª proposta: Escreva uma carta a alguém declarando e justificando a sua posição diante do consumo de drogas, quer as lícitas como as ilícitas.
2ª proposta: Redija um texto falando sobre a importância da preservação ambiental para a existência do planeta. Para isso, você poderá se valer de outros textos que contenham dados importantes para comprovar o que você diz.

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CONTEÚDO DO TEXTO
Bom
Suficiente
Insuficiente
1. O texto apresenta introdução?
2. É evidente a tese a ser defendida?
3. Os argumentos foram bem selecionados e desenvolvidos?
4. Houve graduação dos argumentos?
5. Os argumentos e contra-argumentos estão bem organizados?
6. Os articuladores lógicos foram utilizados com precisão?
7. Há proposta de uma conclusão?
8. A seleção lexical foi adequada?
UTILIZAÇÃO DO CÓDIGO ESCRITO
1. As orações estão bem estruturadas?
2. Os parágrafos do texto estão bem organizados?
3. A pontuação está adequada?
4. As regras ortográficas foram respeitadas?

segunda-feira, 6 de julho de 2009

EMBALAGENS E LETRAMENTO

A 5ª oficina, no dia 1º de julho, foi muito especial. Com o objetivo de introduzir os trabalhos e os estudos do TP4, que trata do letramento, levei um relato de uma atividade que fiz com meus alunos. Antes disso, ouvimos os relatos de duas cursistas muito especiais: a Dirlei e a Nilza. O relatos delas foram inspiradores para todos. A Dirlei fez um trabalho muito interessante com leitura de imagens e produção de texto. A Nilza apresentou uma experiência de estudo de texto argumentativo. A argumentação e a postura política está na veia da Nilza – e isso é muito bom.
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Trabalho em uma escola que fica em uma comunidade bastante carente e meus alunos têm aulas normais de manhã e, à tarde, duas vezes por semana, têm aulas de reforço comigo. Portanto, são todos encaminhados para mim por apresentarem “dificuldades de aprendizagem”. A atividade que relatei consistia no seguinte:
Combinei com os alunos (são grupos de 6) de irmos juntos ao mercado perto da escola para, com a máquina fotográfica da escola, tirarmos fotos de embalagens de alguns produtos. Segundo a combinação, eles deveriam escolher produtos que possuíssem diferentes marcas, fotografar a embalagem inteira e, depois, em detalhe, os trechos que julgassem ser importantes para influenciar o consumidor.
“O sor paga um refri pra nós?”.
“Pago, se todos se comportarem” (alguns são umas pestes!).
No mercado, apenas observei e incentivei o início das fotos (eles estavam um pouco sem jeito, porque acharam que o dono do mercadinho ia ficar bravo). Depois das fotos, tomamos o refri com uns biscoitos na pracinha entre o mercadinho e a escola. Na sala, sentamos em volta do computador, passamos as fotos e eu fui fazendo algumas perguntas norteadoras para guiar a leitura.
1. Que informações chamam a atenção nessa embalagem?
2. Por que (ou como) essa informação se destaca? Como ela é construída?
3. Ela é realmente importante para o consumidor? Por quê?
4. Nos produtos concorrentes, as informações são as mesmas?
5. Em que se parecem/se diferenciam?
6. Que produto você prefere? Por quê?
Por fim, determinei que cada aluno inventasse uma marca para algum produto e confeccionasse sua embalagem. A atividade era, sobretudo, para as aulas ficarem menos chatas. Deu certo! Os alunos adoraram. E aprenderam muito! A atividade seria mais simples se fossem levadas embalagens vazias para a aula. É bacana também, mas, como eu tinha o computador na sala e queria dar uma volta com os alunos, preferi as fotos. Outra opção é utilizar os celulares dos alunos e, em grupos, cada um com um celular, analisar as fotos no próprio telefone. Nem preciso dizer que os alunos iriam adorar a ideia…

O GESTAR II E OS PLANOS DE ESTUDO: COMO CONCILIAR? uma proposta de metodologia de planejamento (parte 1)

As atividades do Gestar II têm provocado algumas inquietações. ¿Como dar conta das atividades propostas pelo material do programa sem deixar de lado os Planos de Estudo? ¿Como ensinar a gramática, se muito pouco aparecem questões sobre isso no material? ¿Será que vão aparecer essas questões mais adiante? ¿Quando vamos trabalhar mais com a gramática? ¿Se, nos planos de estudo, o ensino de gramática é que é privilegiado nos conteúdos, como trabalhar com o Gestar? Como Jack Estripador, vamos por partes.
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Primeiramente, temos que esclarecer o que é e o que não deve ser trabalhar com a gramática no texto. Para isso, temos que discutir o caminho metodológico de planejamento. Tradicionalmente, o planejamento inicia (1) na escolha do conteúdo a ser trabalhado, por exemplo, adjetivos. Em seguida, se quisermos trabalhar com o texto, devemos (2) escolher o texto a ser estudado. Só então, é que (3) se elaboram as questões que abordam adjetivos no texto em estudo. Portanto, o caminho tradicional que o professor percorre para planejar é o seguinte:
Escolha do conteúdo => Escolha do texto => Elaboração das questões
Esse caminho limita o estudo do texto por diversos motivos:
1. Ao escolher o texto em função de um conteúdo, vinculamos demais o texto a um conteúdo gramatical específico, limitando as qualidades linguísticas do texto, uma vez que, sem dúvida, muitos outros conteúdos gramaticais poderiam ser trabalhados com aquele texto.
2. Isso traz uma consequência trágica no que se refere à concepção do trabalho com gêneros textuais. Se o texto é escolhido para trabalhar com adjetivos, por exemplo, a situação comunicativa pressuposta parece estar mais ligada a uma aula de Português do que à situação real de produção, o que é absurdo.
3. Pensando o conteúdo primeiro, por um lado, deixa-se de lado todos os conteúdos que podem ser interessantes para a interpretação do texto em análise, por outro, forçam-se algumas atividades para trabalhar com determinado conteúdo, sem que elas necessariamente sirvam para construir a significação do texto. Volta-se, então, à gramática pela gramática.
Outro caminho que proponho:
Escolha do texto => Estudo do texto => Levantamento de conteúdos gramaticais => Elaboração de questões (gramaticais ou não) que sirvam à significação do textoEsse caminho inicia com (1) a escolha de um texto que o/a professor/a pense ser significativo para trabalhar com determinada turma. Depois, ele/a faz (2) uma leitura atenta do texto para (3) observar que elementos gramaticais chamam a atenção na construção da significação e da corporificação estética do texto. Por fim, (4) elaborar questões, utilizando os conteúdos gramaticais que realmente se destacam na construção do significado do texto.

PROVAS DIAGNÓSTICAS

No Guia Geral do material do Gestar II, é dito que podem ser feitas avaliações diagnósticas no início da implementação do programa e no final, a fim de investigar e discutir os resultados não só para avaliar o que o programa vai alcançar, como ainda para preparar estratégias durante o andamento dos trabalhos. Embora essa avaliação não seja obrigatória, o município de Igrejinha entendeu que era algo importante a ser feito. A ideia foi defendida pela Flávia (coordenadora pedagógica) e apoiada pela Secretária de Educação.
A SME de Igrejinha, então, contratou as Faculdades Integradas de Taquara (Faccat) para elaborarem a prova diagnóstica.
No dia 02 de junho, eu e a Flávia tivemos uma reunião com as professoras do Curso de Letras da Faccat, Liane Filomena Müller e Daiane Campani de Castilhos, para entregarmos o material do Gestar II e combinarmos algumas orientações sobre a elaboração da prova. Decidimos fazer apenas dois modelos de provas: uma para 6º e 7º Anos e outra para 8º e 9º Anos. As provas deveriam ter uma parte de questões objetivas e uma parte de produção textual para ser aplicada a todos os alunos da Rede Municipal de Igrejinha dessas séries.
Na última semana de junho, revisei as provas e sugeri algumas alterações. Depois de as provas estarem prontas, ajudei a Flávia a formatar as provas.No momento, as provas estão sendo reproduzidas para serem aplicadas na semana do dia 13 de julho. Vamos esperar ansiosos por tudo. Aliás, vamos preparar ainda alguns detalhes finais.